O que é a mente?

Quando  falamos em meditação é inevitável falarmos da mente.

A primeira coisa que vem à mente é a mente… : )

Me parece pertinente refletirmos sobre isso mas explicar a mente é uma questão imensamente ampla. Se falarmos com um psicólogo ele nos dará uma explicação, se falarmos com um filósofo ele dará outra, um médico mais uma e dentro ainda de cada uma dessas linhas de pensamento encontraremos muita variação.

Dentro do Kundalini Yoga existe um curso exclusivamente  sobre a mente onde são estudadas suas 81 facetas. Conto isso para contextualizar e deixar claro que não é minha intenção aqui dar à essa pergunta uma resposta definitiva, mas pincelar a ponta desse iceberg.

Essencialmente entendemos a mente no Kundalini Yoga como uma ferramenta, um recurso a serviço da nossa alma.

A alma é a nossa essência, quem efetivamente somos e a mente é uma maneira de entendermos, nos expressarmos, nos projetarmos e nos relacionarmos com o mundo.

Só que às vezes (muitas vezes…) a mente funciona sozinha baseada em velhos paradigmas, no inconsciente e reagindo ao exterior.

Mais importante do que entender o que é a mente e a grande razão desse post é entendermos como podemos nos relacionar com ela.

Sugiro um exercício bem simples: eu convido você a  encontrar sua postura meditativa e fechar os olhos. Fique em silêncio por alguns instantes e simplesmente pare sua mente. Fique assim, com a mente parada por um minuto, e depois retome a leitura.

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Agora avalie sua experiência. Você teve dificuldade? Você conseguiu parar sua mente? Nem eu!

Essa é uma experiência importante para percebermos e reconhecermos que a mente não pára. Fato.

Uma das coisas que dificultaram muito meu trajeto quando me interessei por meditar foi ter ouvido alguém falar que “meditar é parar a sua mente” porque, na verdade, isso não é possível. O que acontece é que você fica ali tentando usar a mente para parar a mente. Gente, não rola!

A primeira coisa que a temos que trazer à consciência quando nos dispomos a entrar numa prática de meditação é aceitar algumas condições que vão fazer parte da experiência. Se insistirmos em ir contra  essas condições, estaremos mais engajados em alguma coisa e menos ainda vamos meditar. Por que meditar é o contrário disso: meditar é soltar, se entregar.

Aceite, portanto que  a mente é automática, não é preciso pensar para ela funcionar. Às vezes produzimos um pensamento, raciocinamos mas na maior  parte do tempo ela simplesmente está ali gerando percepções e ideias a sua revelia.

Ela está sempre em movimento. Se aprofundando um pouquinho no conceito da mente e como são gerados os pensamentos aprendemos que além de nossos próprios pensamentos, há uma conexão com a mente universal: o outro, perto ou longe, o universo inteiro. Isso também é simplesmente um fato inerente a nós mesmos, não vai mudar.

Então, como interagir com essa barulheira toda, que não está sob nosso controle? Não se identificando, não se envolvendo com os pensamentos gerados automática e incessantemente pela mente.

Eu vou te mostrando o que tenho aprendido em relação a isso nesse caminho : )

Sat Nam!

Imagem de by Dawid Zawiła on Unsplash.

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