Como o Kundalini Yoga me ensina a amar

Quando iniciei as aulas de kundalini yoga, cada prática era uma surpresa.

Eu não sabia se iria suar, alongar, dançar ou me encolher.

As aulas estimulavam meu corpo de diferentes formas, mas eram as meditações ao final das práticas que me colocavam cara a cara com sentimentos inesperados.

Soltar, deixar fluir, testemunhar sem controlar é um dos exercícios que a prática propõe. Ao final de cada aula, em savasana, pratica-se a confiança no universo, a abdicação do controle, que na verdade nada retém e apenas atordoa. Na postura mais fácil de executar, surge o maior desafio: a entrega.

Sempre que essa questão aparecia em alguma frase dita pelo professor ou mesmo em savasana, pessoas queridas vêm à mente.

“Solta”, ouvia eu mesma dizer. Mas como assim, soltar, se não se quer o afastamento? Eu sentia que queria proximidade, um abraço apertado. Não “solto”, pensava eu, não fazia sentido se afastar.

Demorou que eu entendesse que na verdade a proposta que me era apresentada não era pra eu mandar alguém para longe,, mas amar, deixando-as livres. Acima de tudo, isso nos libera da tensão de tentar controlar o incontrolável, do medo de perder o que não nos pertence, livre para efetivamente amar.

O exercício do desapego continua, cada vez mais consciente e voluntário.

Sat Nam!

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